
A Federação do Comércio do Estado de São Paulo – FECOMERCIO, realizou um estudo dividido em diversas etapas, sendo que a primeira delas trata dos investimentos realizados pelo governo federal.
Segundo números desse trabalho, a despesa de consumo per capita do governo federal somava, em 1995, a quantia de R$ 1.416,00. Nove anos depois, passou para R$ 2.061,00, ou seja, cresceu a uma taxa anual de 3,6%.
Esse aumento até poderia ser motivo de comemorações, mas como a qualidade de vida da população não melhorou, concluímos que todo esse investimento ou foi realizado com ineficiência, ou desviado.
O presidente da FECOMERCIO, Abram Szajman, sustenta que "O Brasil gasta muito e mal. A ineficiência no gerenciamento das despesas provocou, entre outras coisas, a redução de investimentos em saneamento básico e infra-estrutura, afetando diretamente a população”.
Em educação, por exemplo, o governo gasta mais do que os países com o mesmo nível de renda, sendo que a qualidade do ensino em todo país é baixíssima, obrigando parte da população a colocar seus filhos em escolas particulares. Na saúde, embora ofereça qualidade abaixo da média mundial, o gasto é muito superior.
Portanto, quando escutamos um político dizer que apresentou emenda ao orçamento fazendo com que verbas destinadas a educação, saúde, saneamento básico, segurança e etc aumentassem, devemos ponderar se apenas isso basta para confiar nosso voto, pois o ideal seria que o gasto tivesse maior eficiência, diminuindo assim o desperdício e, conseqüentemente, os desvios, para que toda essa quantia investida chegue ao seu destino de maneira a melhorar a qualidade de vida da população.
Quem tiver interesse em obter maiores informações do estudo, entre no site:
http://www.fecomercio.com.br/ e confira.