16 Maio 2006

O PODER DA BOATARIA


Quem conta um conto aumenta um ponto, já dizia minha avó.

Ontem eu pude comprovar que essa frase tem total razão de ser. Sei que a situação da cidade de São Paulo é complicadíssima e que em alguns dias foram mais de 180 ataques e 96 mortos. Mas o que foi feito ontem simplesmente me deixou perplexo.
Por volta das 15:00 um vizinho do escritório onde eu trabalho veio comunicar que era para fechar os comércios, escritórios e demais estabelecimentos da região, pois provavelmente seríamos atacados com rajadas de metralhadoras e bombardeios.
Antes disso já tinha recebido, através de e-mails encamihados por amigos, algumas notícias dando conta que o laboratório da Universidade Mackenzie havia explodido, que o aeroporto estava sendo evacuado, que alguns comércios de rua em Santo André tinham sido saqueados, que mais de 300 presos haviam fugido, que todos os shopping centers da Capital haviam fechado sob o comando da tal facção e etc.
O pessoal aqui do escritório desligou os computadores e antes que eu desse por conta comecei a ouvir as despedidas. Todos foram embora.
Diante disso, aderi à fuga e no caminho para casa, que normalmente levo 10 minutos e ontem levei 45, me deparei com uma cena típica de filmes que tratam do fim do mundo. Era o verdadeiro caos, pois tínham ruas fechadas, carros desobedecendo sinalização, enfim, todo mundo querendo se "entocar" logo em casa, como se mísseis nucleares tivessem sido disparados na direção de São Paulo.
Ainda passei na padaria perto da minha casa, que tinha uma fila quatro vezes maior do que de costume e o pão estava em falta. Todos conversavam apavorados sobre as "histórias" que tinham ouvido. Houve até quem dissesse que uma creche havia sido atacada a tiros e que o alvo agora era pessoas engravatadas.
Até mesmo a tão esperada convocação para a seleção brasileira deixou de ocupar espaço nos telejornais.
A única pessoa que estava passando tranquilidade para o povo era o governador, mas em virtude do pouco tempo que está à frente do Estado e da pouca visibilidade que já tivera, ninguém acreditava.
Hoje o dia amanheceu normalmente, como sempre acontece. É verdade que alguns ataques aconteceram, possivelmente até por outras quadrilhas de marginais que se aproveitaram da situação. A cidade, ao contrário do que anunciava a boataria, não está destruída e aos poucos todos estão voltando aos seus postos de trabalho, inclusive os marginais que já deviam estar se sentindo prejudicados em seus "negócios", tendo em vista que, pelo pavor da população, a oferta por produtos a serem roubados, os consumidores de drogas e etc ficaram também escassos.

12 Maio 2006

FELIZ DIA DAS MÃES!!!


DESEJO UM FELIZ DIA DAS MÃES PARA TODAS AS MAMÃES DO MUNDO, SOBRETUDO PARA AS LEITORAS DESSE BLOG.
COMO ISSO AQUI É UM ESPAÇO DE INFORMAÇÕES, DEBATES E CURIOSIDADES, SEGUE ABAIXO A HISTÓRIA DA ORIGEM DA DATA QUE HOJE É COMEMORADA EM MUITOS PAÍSES:
Desde menina a americana Anna Jarvis ouvia sua mãe dizer que deveria existir uma data para celebrar todas as mães do mundo, vivas ou mortas. Anna já havia completado 40 anos de idade quando perdeu a mãe, Ann Marie, em 1905. Para compensar a grande tristeza, ela decidiu iniciar um movimento para criar o Dia das Mães, com o objetivo de fortalecer os laços familiares e o respeito pelos pais
Em 1908, Anna Jarvis proferiu um empolgado discurso em defesa da idéia para 5000 pessoas num auditório da Filadélfia. Outros eventos se seguiram até que ocorresse a primeira celebração oficial, em 26 de abril de 1910, no estado de West Virginia. Em 1914, o então presidente Woodrow Wilson oficializou a data e unificou a celebração em todos os estados americanos, estabelecendo o segundo domingo de maio como o Dia das Mães.
Não tardou para a comemoração chegar a mais de 40 países. No Brasil, o primeiro Dia das Mães ocorreu em 12 de maio de 1918, em Porto Alegre (RS). Em 1932, o presidente Getúlio Vargas oficializou o segundo domingo de maio como Dia das Mães. Quinze anos mais tarde, a data passou a fazer parte também do calendário oficial da igreja Católica. Já o hábito de dar presentes às mamães só teve início em 1949, quando comerciantes da cidade de São Paulo lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a prática.
Uma curiosidade: Anna Jarvis nunca se conformou com a inequívoca vocação comercial da data, tanto que, em 1923, entrou com uma ação solicitando seu cancelamento. Perdeu, é claro, para a felicidade das mamães americanas. Anna Jarvis faleceu em 1948, aos 84 anos de idade, sem deixar herdeiros diretos. A criadora do Dia das Mães não teve filho.