18 Outubro 2006

LULA MENTIU


Ao longo dessa campanha presidencial o candidato Lula tem usado de uma prática abobinável que é a de distorcer dados e responder coisas diferentes das que lhe são perguntadas.
Esse modo de agir é associado ao malufismo, que o próprio partido do presidente da república ajudou a derrotar (sobretudo no que diz respeito a candidaturas a cargos dos executivos municipais, estaduais e federal) através, principalmente, da CPI da máfia dos fiscais que foi brilhantemente presidida pelo grande deputado federal petista José Eduardo Cardozo.
Porém, tanto no debate realizado pela TV BANDEIRANTES, quanto na entrevista concedida pelo presidente ao programa Roda Viva da TV CULTURA, o candidato Lula falseou algumas comparações e dados, conforme observamos abaixo:
1. "Nenhum governo 'invistiu' tanto em saneamento básico como o nosso. Foram R$ 10 bilhões nesses quatro anos. São 14 vezes mais dinheiro disponibilizado", disse Lula.
Na realidade, o governo anterior destinou, pelo mesmo critério, R$ 13,5 bilhões para a área de saneamento, de acordo com o Ministério das Cidades e pela Secretaria do Tesouro Nacional. Além disso, tanto os R$ 10 bilhões do governo Lula quanto os R$ 13,5 bilhões de FHC não correspondem ao efetivo desembolso de recursos para as obras de saneamento, mas sim ao valor inicialmente disponibilizado. Mesmo contando esses financiamentos, de acordo com o Ministério das Cidades, o governo do PT aplicou efetivamente apenas R$ 3,4 bilhões até março deste ano.
2. Ao citar o Bolsa-Família, o presidente Lula acertou no número oficial (11,1 milhões de famílias atendidas hoje), mas omitiu que seu governo não partiu do zero nessa área. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso terminou seu segundo mandato com os programas que deram origem à iniciativa petista atendendo pouco menos de 6 milhões de famílias. Mais precisamente: 5.010.331 famílias no Bolsa-Escola; e 966.553 no Bolsa-Alimentação.
3. Ao mostrar números sobre energia, Lula também derrapou. Desde o início do seu governo, foram acrescentados ao sistema elétrico nacional 12.509 megawatts, número inferior aos 13 mil MW que o presidente mencionou no debate. A diferença entre o número real, calculado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e o dado citado por Lula, 500 MW, equivale a uma usina hidrelétrica de médio porte, como a de Cana Brava, no Rio Tocantins, que tem 456 MW de potência.
4. Outra obra na área de infra-estrutura citada por Lula no debate, a ferrovia Transnordestina, teve suas obras só iniciadas em junho deste ano. A previsão do governo é de que todas as obras estarão prontas em cerca de quatro anos. A ferrovia, de 1,8 mil quilômetros, ligará Eliseu Martins, no Piauí, aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE).
5. Ao longo da entrevista citada acima, Lula insistiu em dizer que afastou os ministros Antonio Palocci (fazenda) e José Dirceu (casa civil) por não poder mantê-los nos cargos diante das denuncias que não paravam de surgir. No entanto, todo mundo sabe que os colegas do presidente pediram demissão e foram chamados de "amigos" e de "companheiros", inclusive na ocasião das demissões.
Existem ainda outras distorções que tornariam o texto longo demais como:
- mudança no discurso sobre privatizações;
- corte de gastos;
- invetigações mal feitas sobre negócios escusos do filho do presidente;
- autonomia da polícia federal e etc
Assim, diante de tanta mentira e distorção de fatos, vemos o presidente que ao ser eleito ao povo a esperança de uma nova realidade, fez tudo igual aos mais arcáicos políticos desse país.
E o pior é que ao que tudo indica isso continuará acontecendo no país pelo menos por mais 04 anos.

10 Outubro 2006

O PERIGO AUMENTA!

Meu último texto tratou do perigo que um segundo mandato do atual presidente da república oferece a manutenção do regime democrático no país.
Vejam abaixo a frase que o Ilmo. Lula (que não tem mais humildade nenhuma) disse no dia 14 de setembro num jantar com empresários em Brasília:

"Staub (o empresário Eugênio Staub), não acorde o demônio que tem em mim, porque a vontade que dá é fechar esse Congresso e fazer o que é preciso."
QUE MEDO!